Ruben Fontes Neto
Casa do Noroeste Esporte Clube, o estádio Dr. Alfredo de Castilho era inaugurado há exatos 60 anos. No dia 5 de junho de 1960, a torcida noroestina teve comemoração em dose dupla, já que, além da abertura do seu novo estádio, a equipe local venceu o Palmeiras por 3 a 2.
O nome do engenheiro Alfredo de Castilho batizou o estádio do Noroeste inaugurado em 1935. Lá, o Noroeste deu os primeiros passos no futebol profissional em 1948. Com o acesso conquistado em 1953, a equipe bauruense passou a receber os principais times do futebol paulista. Para isso, o estádio recebeu um novo lance de arquibancadas de madeira.
Em 23 de novembro de 1958, uma tragédia atingiu o local. Durante uma partida entre Noroeste e São Paulo, a arquibancada geral teve um incêndio que consumiu boa parte das dependências. Apesar do susto, o prejuízo foi apenas material, já que o resultado para o público presente foi de apenas cinco feridos na confusão.
A cerca de 2,5km do estádio incendiado, a empresa ferroviária Noroeste do Brasil já tinha um terreno onde estava localizado o ginásio Panela de Pressão. Com isso, empregados da companhia e a população de Bauru se uniram para que um campo de jogo fosse construído ao mesmo tempo que o Noroeste passou a mandar suas partidas no estádio Antonio Garcia, campo do Bauru Atlético Clube.
Após quase dois anos, o Noroeste voltou, enfim, a ter uma casa própria: o estádio Ubaldo de Medeiros. O local foi inaugurado com um amistoso entre Noroeste e Palmeiras, vencido pelos donos da casa por 3 a 2. O confronto entre noroestinos e palmeirenses também valeu o recorde de público do estádio, com 23.876 pagantes em partida realizada no dia 15 de setembro de 1974, já com o estádio recebendo o nome de Alfredo de Castilho. A mudança se deu em 1964, durante a Ditadura Militar. Ubaldo de Medeiros havia sido partidário do governo João Goulart e oficialmente foi alegado que pessoas vivas não poderiam receber nome de locais públicos.