Santos/SP
2
x
1
Avaí/SC
São Paulo/SP
2
x
1
Atlético/GO
Palmeiras
1
x
3
SC Barueri
Marília
1
x
1
XV Jaú
Marcelinho Carioca, um eterno corintiano
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Jogando no Santo André, Marcelinho afirma que está conversando com a diretoria do Corinthians para a realização de uma partida no Pacaembu, onde se despedirá do futebol. "Ano que vem vou me despedir em grande estilo, com a camisa do Corinthians e jogando para a torcida. Estou conversando com o clube e até agora está tudo caminhando para isso acontecer mesmo", afirma, empolgado
Marcelinho nunca escondeu seu amor pelo Corinthians. Já afirmou que a camisa do clube é a sua segunda pele e em todas as partidas que joga contra a equipe paulista, acaba indo para os braços da torcida. Apesar de tamanha identificação, o meio-campista admite que na infância não era corintiano. "Quando vim jogar em São Paulo assumi essa responsabilidade, principalmente pela forma como me trataram aqui e pelo carinho da torcida. A torcida corintiana é a grande responsável pela identificação tão grande que tive com o Corinthians."
O jogador teve seu nome vinculado a alguns dos maiores títulos da história do clube, como os Campeonatos Brasileiros de 1998 e 1999, a Copa do Brasil de 1995 e o inédito Campeonato Mundial da Fifa, em 2000 - este, para Marcelinho, foi o maior título que conquistou em sua carreira. "A Copa do Brasil de 1995 teve um sabor especial, com aquele gol na final no Olímpico e por ser o primeiro título da Copa do Brasil do Corinthians, mas ganhar o Mundial foi maravilhoso, inesquecível. Com certeza foi o maior título da minha carreira de jogador de futebol."
Marcelinho Carioca saiu do Flamengo e chegou ao Corinthians em 1994. No Rio, havia sido campeão brasileiro dois anos antes. Ficou no Parque São Jorge até 1997, quando foi vendido ao Valência (ESP). Sem conseguir se adaptar ao futebol espanhol e na reserva do time, Marcelinho teve seu passe comprado pela Federação Paulista de Futebol, quando foi criado um número de telefone para a torcida escolher em qual equipe o jogador disputaria o Campeonato Paulista daquele mesmo ano. Com 60,7% de votações, a torcida corintiana colocou Marcelinho novamente no Corinthians. De 1997 até 2001, o meio-campista se consagrou com a camisa 7 do clube. Conquistou quatro títulos paulistas, dois campeonatos brasileiros e um mundial de clubes. "Foi muito bom o retornio ao clube em 1997, nos braços da Fiel Torcida. Mas acho que me tornei um ídolo mesmo em 1995, depois do título da Copa do Brasil. O Corinthians não havia ganhado aquele campeonato ainda e a torcida cobrava de nós um título de maior expressão. Até as circunstâncias foram bem ao estilo corintiano. Aquele jogo contra o Grêmio colocou definitivamente meu nome na história do clube."
Em 2001, Marcelinho deixou o time após um desentendimento com o companheiro de clube, Ricardinho. Voltou ao Corinthians em 2006, depois de defender o Santos, Vasco e diversos clubes do futebol brasileiro e mundial e até de anunciar a aposentadoria. Jogou poucas partidas e de outro desentendimento, desta vez com o volante Mascherano, deixou novamente a equipe para trabalhar na televisão. "Eu já estava trabalhando como comentarista e recebi uma proposta para jogar no Santo André. Era um projeto sério, forte, que tinha como missão colocar o time em posição de destaque. E eu aceitei prontamente. É um clube bastante estruturado e que tem uma forma de administração moderna, por ser uma empresa também", analisa Marcelinho, que atualmente é um dos ídolos do Santo André no Campeonato Brasileiro.
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Se não conseguiu conquistar a Libertadores, maior desejo do clube e da torcida, Marcelinho acredita que o time atual tem grande chance de levantar a taça internacional. "Estão montando um time forte e é isso que tem de ser feito. O Ronaldo foi uma contratação sensacional, tanto dentro, quanto fora de campo e tenho certeza que ele vai levar essa equipe ao título da Libertadores."
Apesar dos elogios ao elenco de 2009, outra formação é considerada a melhor para o meio-campista. "Por todos os títulos, a maneira como jogava, a força que tinha e a união que havia entre os jogadores, acho que o elenco de 2000 foi o melhor de todos os tempos do Corinthians. E eu me sinto muito feliz por ter feito parte dele", comenta.
Nesta semana, o ex-camisa 7 do clube levou 200 torcedores ao lançamento de uma loja do time em um shopping de São Paulo. Muitos pediam o retorno do ídolo para a disputa do torneio internacional em 2010, mas ele mesmo tratou de dizer: "Não vou jogar mais no Corinthians. Vou disputar o Campeonato Paulista pelo Santo André. Depois pretendo fazer meu jogo de despedida no Pacaembu e encerrar a carreira", finaliza.