Grêmio Catanduvense de Futebol
Paulistão Chevrolet 2012
Ídolos são-paulinos, Zetti e Euller relembram final caipira de 2004
Publicado em 26 de abril de 2012 às 19h30

Por Raoni David

O final do Campeonato Paulista de 2004 foi, no mínimo, surpreendente. Depois de 13 edições da competição estadual, dois times do interior voltavam a fazer a decisão após São Caetano e Paulista de Jundiaí eliminar o Santos e o Palmeiras, respectivamente, nas semifinais da competição. Zetti, técnico novato do Paulista de Jundiaí e Euller, experiente atacante do São Caetano foram protagonistas daquela decisão vencida pelo clube do ABC Paulista.

Goleiro que integrou a seleção tetracampeã do Mundo em 1994 e conquistou todos os títulos possíveis com o São Paulo, Zetti iniciava a carreira de treinador e garante que aquele foi seu grande momento. Na semifinal, o time de Jundiaí teria o poderoso Palmeiras pela frente e após dois empates, a vaga chegou nas disputas por pênaltis.

De acordo com Zetti, a expectativa quanto às possibilidades da equipe eram outras. “Para mim foi o máximo, foi um trabalho muito bem executado e acho que consegui o pensamento de buscar o algo mais. Ninguém acreditava que chegaríamos, pelo contrário, queriam que a gente não caísse”, relembra o treinador.

Do outro lado estava Euller, também campeão de todos os títulos possíveis com o São Paulo no início da década de 1990, e ainda em campo, comandando no ataque a equipe treinada por Muricy Ramalho. Após empate por 3 a 3 na Vila Belmiro contra o Santos, uma surpreendente goleada por 4 a 0 no Anacleto Campanella colocou o time azul na decisão para a segunda final caipira da história do Paulistão.

Com história no São Paulo, Palmeiras e Vasco da Gama, além de passagens pela Seleção Brasileira, o rápido atacante Euller garante que ao contrário do rival de Jundiaí, seu time não chegou por acaso. “Embora o São Caetano fosse considerado de menor expressão, o time não era. Tinha grandes jogadores que já haviam defendido a Seleção Brasileira e que foram para a Copa do Mundo da Alemanha em 2006”, afirmou o atacante em referência ao volante Mineiro e o lateral-esquerdo e meia Gilberto.

Conscientes dessas diferenças entre as equipes daquela época, Zetti e Euller concordam também que a experiência foi fator preponderante para definir o campeão. No primeiro jogo, o São Caetano venceu de virada no estádio do Pacaembu, por 3 a 1. No mesmo Paulo Machado de Carvalho, na volta, nova vitória do time do ABC, agora por 2 a 0.

Para Zetti, seu time esteve no limite do que poderia fazer pelo título. “Sinceramente, não faltou nada ao Paulista, mas o São Caetano tinha banco, nós éramos limitados. O São Caetano era mais experiente”. Euller concorda. “É isso mesmo. O São Caetano tinha mais experiência enquanto o Paulista era um time ainda em formação”, argumenta.

Se a dupla de ídolos da torcida são-paulina concorda quando o assunto é aquela decisão de 2004, o mesmo não acontece com relação à semifinal do Paulistão Chevrolet 2012 entre Guarani e Ponte Preta, expoentes do futebol interiorano. Para o antigo atacante, justamente a experiência pode pesar a favor do Guarani. Zetti, por sua vez, prefere não apontar uma equipe como favorita.

Euller enumera razões para a sua opinião. “Acho que o Guarani é um pouco favorito, pois além da experiência de sua equipe, jogar no Brinco de Ouro, com o fator campo e maioria da torcida é muito complicado”, disse. O ex-goleiro já não se arrisca. “Dérbi é coração, preparo físico e equilíbrio emocional. Esqueça essa história de favoritismo, mesmo sendo no Brinco de Ouro”, opinou.

Ídolo também do América Mineiro, onde mantém história além das quatro linhas auxiliando, inclusive administrativamente, a reerguer o clube que disputa as semifinais do estadual contra o gigante Cruzeiro, Euller crê na possibilidade de Ponte Preta, Guarani e o próprio América surpreender os grandes Santos ou São Paulo e o próprio Cruzeiro e posteriormente o Atlético. “No futebol tudo pode acontecer, haja vista que o América estava ganhando por 3 a 0 do Cruzeiro que reagiu e quase empatou. Então, não é fácil derrotar um grande, sua equipe tem que ser muito qualificada. Mas é possível”.

Zetti prefere exaltar a qualidade do futebol paulista para garantir que independentemente do poderio financeiro das equipes, não há favorito na disputa pelo título. “O Campeonato Paulista é maravilhoso de se jogar justamente por nunca haver um favorito. É o melhor campeonato regional, sem dúvidas”, concluiu.

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