Clube Atlético Penapolense
História

O futebol surgiu em Penápolis de forma amadora, assim como em muitas outras cidades do interior paulista. Nas décadas de 1920 e 1930, os corações penapolenses dividiam-se entre o Esporte Clube Corinthians, conhecido por “Pendura Saia” e o Penápolis Futebol Clube, o popular “Esmaga Sapo”.

 

As duas equipes disputavam jogos acirrados até que em 1934, em um clássico entre as duas equipes, uma confusão generalizada tomou conta do estádio. Como consequência da confusão, uma das arquibancadas de madeira ruiu, ferindo alguns espectadores. A partida foi cancelada, os clubes perderam popularidade e foram extintos.

 

Em 1944, a prefeitura de Fernandópolis convidou Penápolis para um amistoso. O convite foi aceito e a cidade montou uma “seleção” para enfrentar a cidade vizinha. Este acontecimento deu novo impulso ao futebol penapolense, levando Godofredo Viana, gerente do Banespa na cidade à época e grande figura da sociedade, a investir sua influência na fundação de um novo clube, que representasse Penápolis.

 

No dia 16 de novembro de 1944 nascia oficialmente o Clube Atlético Penapolense, com Godofredo Viana como seu primeiro presidente. As cores adotadas foram as da bandeira da cidade, já utilizadas pelo combinado que foi a Fernandópolis naquele ano.

 

Em seus primeiros anos, a Penapolense se dedicou apenas às competições amadoras. Em 1951, a equipe filiou-se à Federação Paulista de Futebol, participando pela primeira vez de um torneio profissional – a Segunda Divisão (atual Série A2). O clube jogou mais um ano o torneio, licenciando-se em 1953.

 

Em 1956, a equipe voltou, desta vez na Terceira Divisão (atual Série A3), campeonato que disputou até 1959, quando mais uma vez afastou-se do profissionalismo. A volta ocorreria em 1963, na Segunda Divisão, abaixo da Divisão Intermediária e da Divisão Especial. O clube disputou a competição em cinco temporadas nos seis anos seguintes – ficou de fora da edição 1967 –, para de novo licenciar-se em 1969.

 

Em 1973, o profissionalismo do clube foi reativado durante os 15 anos seguintes, um dos períodos mais regulares de sua história. A equipe permaneceu dois anos no terceiro nível (A3), sendo promovida em 1974. Em 1975 e 1976, o clube jogou a Segunda Divisão (A3), voltando para o terceiro nível em 1977. Voltou para a Segunda Divisão de 1982 a 1986.

 

Em 1987, por causa de problemas financeiros, a Penapolense não pôde participar da Segundona. Licenciada, a equipe voltou em 1988, na nova Segunda Divisão (A3). Os problemas continuaram. O clube ficou mais uma vez de fora, em 1989, e de novo em 1990.

 

Em 1991 a equipe disputou a Segunda Divisão (A3), onde permaneceu até 1994. Naquele ano, houve uma grande reestruturação no futebol paulista e a equipe acabou sendo “rebaixada” para a Série B2 (quinto nível, sem equivalência atual). O clube disputou a competição por três anos, mas novamente com problemas financeiros deixou o Paulista, ficando de fora pelo maior período de sua história: oito anos.

 

A volta ocorreu em 2005. Neste ano, as então Séries B1 e B2 foram unificadas e criou-se a atual Segunda Divisão. Aproveitando a oportunidade, a Penapolense retornou no quarto nível do futebol Paulista, onde ficou por três anos, conquistando o acesso para a Série A3 em 2007.

Na primeira vez na Série A3, em 2008, conseguiu se manter, e em 2009 e 2010, o clube de Penápolis classificou-se para o quadrangular semifinal da competição, mas não conseguiu o acesso. Na Copa Paulista de 2010, quando chegou na semifinal, a história da equipe começou a mudar e uma ascensão meteórica o levaria à disputa da competição nacional.

Para começar, foi o campeão da Série A3 de 2011 com uma campanha irretocável, líder em todas as fases e vencendo as duas partidas da decisão contra a Santacruzense. Em sua estreia na Série A2, em 2012, teve a sexta melhor campanha na primeira fase e no quadrangular semifinal superou os favoritos Red Bull Brasil e Noroeste para garantir a sua primeira participação na elite do futebol paulista. Antes de debutar entre os grandes, caiu na terceira fase da Copa Paulista de 2012.


Já na elite, o clube seguiu surpreendendo e fez a oitava melhor campanha, se classificando para enfrentar o poderoso São Paulo no estádio do Morumbi, por quem foi derrotado por 1 a 0. Eliminado do Paulistão, partiu para a disputa do Troféu do Interior, onde passou pelo Botafogo para fazer a final com a Ponte Preta. Após empate sem gols em casa, perdeu por 4 a 2 e ficou com o vice-campeonato.

A boa campanha rendeu ao clube a participação na Série D do Campeonato Brasileiro.

Ficha Técnica
Presidente
Nilso Moreira
Endereço
Av. do Estádio, 910 CEP 16300-000 - Penápolis -
Telefone: 18 3653-5189

Web Site Oficial
www.capenapolense.com.br


Fundação
16/11/1944
Estádio Mandante
Tenentão
E.M. Tenente Carriço
Penápolis
Mascote

O Clube Atlético Penapolense é conhecido, há muito tempo, como a “Pantera da Noroeste”. O apelido teve origem popular. Quando a equipe despontou para o futebol profissional, a torcida passou a gritar “Pantera” no estádio e, aos poucos, o próprio clube passou a utilizar o felino como símbolo. A designação “da Noroeste” se deve ao nome da região, herança da época das ferrovias que interligavam o Estado como a Noroeste do Brasil, que saía de Bauru, passava por Penápolis e ia até o Mato Grosso.

Atletas cadastrados
Profissional
Amador
Artilheiros (em competições da FPF)
5 Gols
Douglas
(Paulista A1 - Profissional)
5 Gols
Alexandro
(Paulista A1 - Profissional)
3 Gols
Guarú
(Paulista A1 - Profissional)
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