Corregedoria

Corregedoria da Arbitragem

Ser árbitro de futebol não é fácil. Com um único apito, dois cartões e um cronômetro ele deve controlar 22 jogadores e dois técnicos e, além disso, tentar agradar a milhares de torcedores nas arquibancadas, aplicando corretamente as leis do jogo. Para exercer essa função, a mente do árbitro necessita estar tranqüila, sem nenhuma grande preocupação fora do estádio. Por esse motivo, a Federação Paulista de Futebol criou a Corregedoria da Arbitragem.

Diferentemente do trabalho de avaliação técnica realizado pela Comissão de Arbitragem da FPF nas partidas, o corregedor se responsabiliza por toda a parte pessoal do árbitro. É dever dele apurar toda e qualquer atuação dos árbitros e assistentes que pertencem ao quadro da FPF, analisando sua conduta ética e moral fora dos gramados.

O trabalho começa no mês de novembro, quando todos os integrantes do quadro precisam se inscrever na Comissão de Arbitragem para poderem atuar na temporada seguinte. Para a inscrição, os árbitros e assistentes devem trazer uma série de documentos e, alguns deles, como certidões de antecedentes civis, criminais, do SPC e do Serasa são encaminhados para uma análise da Corregedoria. No caso dos árbitros estagiários, os diplomas de conclusão do ensino médio e da Escola de Árbitros também são necessários.

Com essa documentação, o corregedor investiga toda a parte social, familiar e financeira dos integrantes da arbitragem paulista. Árbitros com problemas pessoais, como dívidas a pagar, freqüência em atividades ilícitas e problemas trabalhistas são afastados temporariamente do quadro da FPF.

Enquanto a documentação não se regulariza e o problema não é sanado, a Corregedoria mantém o árbitro ou assistente suspenso, impedindo-o de atuar nas partidas dos campeonatos paulistas. Desta maneira, ficam afastadas as possibilidades de as preocupações pessoais interferirem nas atuações em campo.

Outro dever da Corregedoria é investigar qualquer tipo de denúncia sobre má conduta dos membros da arbitragem. Por ser uma profissão de muito respeito e que exige liderança e honestidade, os árbitros e assistentes têm o dever de dar exemplo, também, quando não estão atuando. Por isso, quando a Ouvidoria da FPF recebe as reclamações, através do disque-denúncia, elas são repassadas ao corregedor, que analisa cada caso.

Enquanto a investigação é realizada, o árbitro também poderá permanecer afastado do quadro da FPF. Caso a denúncia seja verídica, a Comissão de Arbitragem pode suspender ou até excluir o árbitro do futebol, assim como aconteceu com os responsáveis pelo escândalo dos apostadores. 
Para entrar em contato com o corregedor mande e-mail para corregedoria@fpf.org.br

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