Paulista Feminino

Jogadora da Ponte Preta divide experiência e destaca evolução do time

(Crédito: Mauro Horita/ ALLSPORTS)

Publicado em 13 de setembro de 2017, às 08h00

Beatriz Pinheiro,
especial para o site da FPF


Se no início da temporada a Ponte Preta lutou pela permanência na Série A1 do Brasileiro Feminino, agora a equipe se junta a Rio Preto, Santos e Corinthians como uma das quatro melhores do campeonato estadual. A meio-campista Renata Pelegatti, uma das atletas mais experientes do jovem elenco, comemorou o bom momento do grupo sem esquecer das adversidades superadas para chegar ao cenário atual.

“É um momento muito especial e único para nós, porque a gente vem buscando esse crescimento há muito tempo e agora estamos conseguindo. No Brasileiro não conseguimos tanta expressão, mas fomos crescendo e conquistamos um resultado sensacional agora no Paulista. Para mim, é muito gratificante estar nesse grupo tão bom e honesto uma com a outra”, declarou a jogadora.

Na disputa nacional, a Ponte Preta foi eliminada ainda na primeira fase, mas se manteve na Série A1 com a sétima colocação no Grupo 2. Segundo a jogadora, as derrotas sofridas abalaram o psicológico da equipe e o principal desafio foi para recuperar a confiança. Já a partir do Paulista, que teve início em abril, os resultados começaram a aparecer: antes da classificação para as semifinais, a equipe havia garantido a segunda melhor campanha de seu grupo na primeira fase.

“Tivemos um momento no Brasileiro em que perdemos muitos jogos e foi muito difícil psicologicamente passar por isso. Algumas atletas ficaram bem desacreditadas, sofreram com influência de fora, de algumas críticas, e tentamos reverter isso com muito trabalho dentro de campo. Então fomos ganhando mais confiança, melhoramos até na parte física, e conseguimos resultados muito bons para o tempo que temos de trabalho”, recordou.

Experiência e futuro promissor
A média de idade do time comandado pela treinadora Ana Lúcia Gonçalves é de 21 anos e, para Renata, o grupo ainda tem muito potencial a desenvolver no esporte. “Temos atletas muito jovens e que têm muito para crescer no futebol, não só aqui na Ponte Preta, mas em qualquer clube que elas defenderem no futuro. A Ana faz um trabalho diferenciado, conversa muito e dá bastante atenção para as atletas”, disse.

Aos 35 anos e com passagens por Guarani, Ferroviária, Valinhos, Americana, Jaguariuna e Koppaberg, da Suécia, Renata Pelegatti divide funções na Ponte Preta. Além da atuação dentro de campo, procura dividir sua experiência com as companheiras de equipe. “Eu gosto de estar perto, de saber de tudo o que está acontecendo. Então auxilio nessa parte de orientar as atletas, por ser formada em fisioterapia consigo ajudar nesse lado também. Para mim, o legal é me doar em todos os lados mesmo para a gente tentar fazer o melhor”, disse.

Disputa das semifinais
O próximo desafio da Ponte Preta pelo Campeonato Paulista é enfrentar o Santos, atual dono do título brasileiro. O primeiro duelo alvinegro pelas semifinais do estadual acontece neste domingo (17), às 15h, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. Ciente das dificuldades, Renata Pelegatti ressalta o trabalho intenso da Ponte Preta para surpreender as adversárias, que até o momento sofreram apenas uma derrota no estadual.

“Sabemos que nossa missão é difícil. A equipe do Santos é muito forte, campeã brasileira, mas vamos trabalhar para surpreender. Estudamos o adversário e queremos fazer o que poucas equipes conseguiram, que é vencer. O nosso é trabalho é para chegar à final e vamos buscar bater de frente”, finalizou.

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