Paulista Feminino Sub-17

Inspirada em 'Pelê', capitã do São José vive novo momento no futebol feminino

(Crédito: Rodrigo Corsi/ FPF/ Powered by Canon)

Publicado em 18 de junho de 2017, às 18h00

Beatriz Pinheiro,
de São José dos Campos,
especial para o site da FPF

 

Aos 15 anos, a autora do único gol na decisão do Campeonato Paulista Feminino Sub 17 entre São José e São Paulo, neste domingo (18), já parece familiar a quem acompanha a história do futebol feminino. O apelido da jovem atleta entrega: Vitória Pelê, zagueira e capitã do time joseense, que tem semelhanças não apenas físicas, mas também em estilo de jogo, com a ex-zagueira e capitã da seleção brasileira feminina, Aline Pellegrino, carinhosamente chamada de Pellê.

“Tinha uma goleira do São José que um dia disse que eu parecia muito com a Pellê e eu nem sabia, aí fui olhar e falei: ‘não é que é mesmo?’. Aí o apelido pegou e todo mundo começou a me chamar assim”, conta a atleta, enquanto segura a taça de vice-campeã do primeiro Paulista Feminino Sub 17. Depois de descobrir a semelhança, Vitória Pelê foi buscar inspiração em Aline para aplicar dentro de campo.

“Vi vários vídeos dela jogando sim, principalmente na seleção. Por mais que eu queira fazer o meu nome no futebol, é incrível ser reconhecida e comparada com ela”, disse a zagueira, que apesar da postura de liderança e da braçadeira de capitã, prefere dividir a responsabilidade do time com o restante do grupo. “Costumo dizer que sou apenas a representante da equipe, mas quem lidera mesmo são todas as que estão dentro de campo”.

O gol marcado no estádio Martins Pereira não foi o suficiente para garantir o título ao São José, mas nem por isso deixou de ser especial para a camisa 4 da equipe. “Fico sem palavras, porque é bom demais marcar um gol como esse. Passei a competição inteira sem fazer gols e marcar numa decisão é muito bom”, declarou.

Evolução da modalidade
Se a semelhança física e dentro de campo é aparente, o cenário do futebol feminino para as duas ‘Pelês’ é muito diferente. “Com a idade dela, eu estava jogando com o time principal no time do São Paulo, porque não haviam competições para a base, e ainda não estava na minha posição de fato”, conta Aline Pellegrino. “Ela tão jovem, já com sua posição definida, disputando competições de base e com perspectivas de seleção brasileira, tem tudo para crescer”, comparou.

De capitã para capitã, Aline Pellegrino fez questão de elogiar Vitória quando as duas se encontraram em campo após o jogo decisivo e destacou que a partir de então, os papéis das ‘Pelês’ se invertem. “Fico muito feliz em poder conhecê-la, é uma ótima jogadora, tem a  liderança que precisa, qualidade e carisma. Se antes você me acompanhava, agora sou eu quem vou acompanhar você em campo”, disse.

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